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11/06/2008

GNR tem cão que detecta sangue.

(Fonte: Correio da Manhã ) Natascha tem cinco anos. É uma cadela Retriever Labrador e começou a carreira na GNR a detectar droga. O caso Maddie, no Verão do ano passado, levou o Comando da Companhia Cinotécnica (CCC) da GNR a reaproveitar as suas capacidades, tornando Natascha no primeiro canídeo português capaz de detectar vestígios de sangue. O desaparecimento da menina inglesa Madeleine McCann, em Maio de 2007, na Praia da Luz, levou a Polícia Judiciária a desencadear uma megainvestigação. A necessidade de descobrir vestígios no quarto do empreendimento de onde a menor desapareceu obrigou a PJ a ponderar a utilização de cães-pisteiros. Mas tanto a PSP como a GNR não possuíam animais capazes de detectar vestígios de sangue nem o cheiro a cadáver. Três meses após o início das investigações, os polícias britânicos que no Algarve ajudavam os investigadores portugueses sugeriram mandar vir de Inglaterra a Keela e o Eddie – da raça Springer Spaniel. A cadela detecta vestígios biológicos, já o cão descobre cheiro de cadáver. A GNR decidiu entãotreinarumcão paradescobrirsangue. Foram mantidos os grupos especializados em protecção e socorro, tendo sido criadaumaequipa de investigaçãocriminal.'Trata-sedeuma equipa com nove cães treinados nesta área',dizaoCMocomandantedo Companhia Cinotécnica, capitão Costa Pinto. Neste grupo ‘canino’, só a Natascha – nascida nas instalações da CC, na Escola da Guarda, em Queluz – é capaz de detectar vestígios de sangue. 'Os outros animais estão especializados em outras valências, entre as quais a detecçãodeodoresdecadáveres,ajudando assimàlocalização dos sítios onde esses corposestiveram', acrescenta o oficial. ANataschafoi treinada inicialmente para detectar estupefacientes. Uma análise mais exaustiva às suas capacidades acabou por levar a que acabasse direccionada para a detecção de sangue. 'Três cães, todos de diferentes raças, iniciaram formação direccionada para a busca de vestígios de sangue em locais de crime. Só Natascha conseguiu ter sucesso', recordou o capitão Costa Pinto. Após nove meses de trabalho, a cadela terminou a formação em meados de Abril. Segundo o comandante da CC, 'foi fundamental o contacto com a empresa inglesa que formou a Keela e o Eddie, os springer spaniel usados no Algarve, nas buscas do caso Maddie McCann'. Para já, a GNR ainda não recebeu qualquer solicitação formal de outra força de segurança para a utilização da Natascha. 'Em breve, esperamos ter um Cocker Spaniel a fazer o mesmo trabalho', diz o capitão Costa Pinto. TICO DECISIVO NOS ODORES O trabalho do Tico é decisivo. O Pastor Alemão, de sete anos, foi treinado para detectar odores humanos e o resultado do seu trabalho ajuda as polícias em investigações criminais complexas. Num caso de homicídio, em que a arma é apreendida, compete aos técnicos de Polícia Científica analisar as provas recolhidas da arma. Quando um suspeito é identificado, Tico entra em cena. 'Ele fareja os vestígios recolhidos na arma e os vestígios do suspeito. Caso coincidam, senta-se ao lado do recipiente que contém a amostra com o odor recolhido ao suspeito', explicou ao CM o capitão Costa Pinto, da Companhia Cinotécnica da GNR. RUCA PERSEGUE CONTRAFACÇÕES São as partículas químicas espalhadas à superfície dos CD e DVD que despertam a atenção de Ruca. Este Labrador preto, de cinco anos, é o primeiro canídeo de uma força de segurança especialista em detectar contrafacções de audiogramas e videogramas. A formação do animal foi despoletada, segundo o capitão Costa Pinto, da GNR, 'devido às necessidades manifestadas por entidades como a ASAE ou a Inspecção de Actividades Culturais'. 'O Ruca está treinado para agir em recintos de feiras e mercados', concluiu o oficial. PORMENORES CUSTOS O capitão Costa Pinto, da Companhia Cinotécnica da GNR, não estimou ao CM o custo do treino de Natascha. No entanto, o oficial acrescenta que em alimentação e tratamentos a cadela custa cerca de 1,5 euros por dia. A GNR tem 310 cães. CADÁVERES A compra de novos odores fabricados em laboratório permitiu à GNR reforçar o treino de cães especializados na detecção de cadáveres em putrefacção.
Rss
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