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29/05/2008

Leishmaniose pode aumentar com o aquecimento global.

(Fonte: Público.pt ) O aumento da leishmaniose humana é "expectável caso a tendência do aquecimento global se mantiver", anteviu hoje o veterinário Rodolfo Neves, garantindo, porém, não ser uma situação preocupante. Segundo um dos autores do estudo "Leishmaniose canina em Portugal Continental - o que sabem os proprietários de cães acerca desta zoonose parasitária", registam-se anualmente entre 10 a 15 casos da variante humana em Portugal, em especial em pessoas com o sistema imunitário debilitado e crianças pequenas. "Ao contrário da doença na população canina, nos humanos os casos têm diminuído ou mantêm-se estáveis ao longo dos últimos 20 anos. Mas com a tendência do aquecimento global haverá mais casos de leishmaniose canina e será expectável também um aumento na população humana", disse. A mesma fonte explicou que com o aumento das temperaturas haverá mais condições favoráveis para o desenvolvimento do mosquito (o flebótomo) cuja picada provoca a infecção e a doença, que nos humanos é totalmente curável. Nos cães doentes com leishmaniose a patologia irá reaparecendo ao longo da sua vida. Os sintomas habituais são queda de pêlo, feridas persistentes que não cicatrizam, fraqueza ou febre irregular. O mesmo especialista refere que a leishmaniose canina é "endémica" em Portugal e nas regiões de Lisboa e Setúbal quase um em cada cinco ou seis cães estão infectados. Outras regiões com grande prevalência são Trás-os-Montes, Beira Interior, em especial Castelo Branco e Fundão, Alentejo e Algarve. Com menor número de casos surge a orla marítima entre a Figueira da Foz e o Porto. "Mas se falarmos em 20 ou 30 quilómetros para o interior a situação altera-se", sublinhou. Segundo o estudo realizado pelo Departamento de Ciências Veterinárias da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e pela Unidade de Entomologia Médica do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (Lisboa), sete em cada dez dos donos de cães não conhece a doença e 75 por cento não sabe preveni-la. As recomendações dos especialistas para evitar a infecção passam pelo uso de repelentes ou coleiras, evitar passeios em zonas de rios ou charcos ao início e fim do dia, uma boa alimentação, vacinação e desparasitação regular. Para aumentar o nível de conhecimento decorrerá o "projecto acção escolas", no qual médicos veterinários vão aconselhar cerca de duas mil crianças sobre como cuidar do seu cão.
Rss
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