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30/06/2008

"Catástrofes: velhas questões, novas respostas" - I Jornadas Técnicas

(Fonte: Jornal de Notícias ) Em Portugal não há nenhuma entidade, a nível nacional, que certifique cães de busca e salvamento., E isso põe em causa, num teatro de operações, os procedimentos. Dois bombeiros pedem homologação nacional para todos os cães. Em cada um dos agentes de protecção civil - PSP, GNR, Corporações de Bombeiros e Organizações Não Governamentais (ONG) - os animais são certificados, internamente, sem qualquer tipo de homologação. O resultado: linguagem e procedimentos diferentes no teatro de operações, cães sem garantia de qualidade. O problema e uma possível solução fazem parte do trabalho final do curso de Gestão de Organizações de Segurança e Protecção Civil de dois elementos dos Bombeiros Voluntários de Vila do Conde, apresentado e discutido nas I Jornadas Técnicas - "Catástrofes: velhas questões, novas respostas", que reuniram, até ontem,em Vila do Conde, largas dezenas de elementos da protecção civil. Rui Silva e José Eduardo Pedrosa propõe uma solução: a uniformização dos critérios e homologação a nível nacional. Assim, explicou Rui Silva, que também preside à Associação Portuguesa de Cães de Busca e Salvamento, os critérios de formação e certificação deviam ser "uniformizados para todos os agentes de protecção civil" e os binómios (homem e cão) homologados pela Autoridade Nacional de Protecção Civil. As jornadas, organizadas pela Associação Portuguesa de Cães de Busca e Salvamento, foram precedidas de um seminário que juntou, na cidade, durante uma semana, 22 binómios portugueses e brasileiros, terminaram, ontem, com o simulacro de uma derrocada de um prédio com sete vítimas soterradas, que envolveu quase 70 elementos da protecção civil da zona norte do país e do Brasil. No final de mais de duas horas, o comandante dos Bombeiros de Vila do Conde, Joaquim Moreira, que chefiou, as operações estava satisfeito: o simulacro foi "um bom exemplo de cooperação" entre as várias equipas no terreno. "Aprendi muita coisa. Levo novas técnicas, pequenos detalhes, que fazem a diferença", explicou, ao JN, Sidnei Sampaio, um dos 15 elementos brasileiros presentes. Com 28 anos, Sidnei partilhou com os portugueses a experiência nas operações de busca da derrocada nas obras do metro em S. Paulo, em Janeiro de 2007, "Os cães foram fundamentais. As sete vítimas soterradas foram detectadas pelos cães", explicou o bombeiro do Corpo de Bombeiros do Estado de S. Paulo (Brasil) que, durante 15 dias, trabalhou no local. "É excelente ao nível da troca de experiências", concordou o major Nogueira, comandante da Companhia Independente de Polícia Militar com Cães do Rio de Janeiro.
Rss
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