Adicionar aos favoritos   Login   Pesquisar 

Notícias

2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 

04/03/2011

Projecto de alunos auxilia Animais Abandonados da Moita

(Fonte: Rostos.pt)

O mundo da Internet tem destas coisas. Foi através da rede social Facebook que o jornal «Comércio» tomou conhecimento de um grupo de alunos da Escola Secundária Alfredo da Silva, no Barreiro, que escolheu o tema dos «Animais Abandonados» para a sua área de projecto.

Quatro jovens, do 12º ano, da turma G, do curso de Línguas e Humanidades da Escola Secundária Alfredo da Silva, no Barreiro, decidiram abordar a questão dos «Animais Abandonados» no âmbito da disciplina de Área de Projecto.

Quatro jovens, do 12º ano, da turma G, do curso de Línguas e Humanidades da Escola Secundária Alfredo da Silva, decidiram abordar a questão dos «Animais Abandonados» no âmbito da disciplina de Área de Projecto. Mas não se ficaram por aí, e têm realizado algumas iniciativas como voluntários, auxiliando a Associação dos Amigos dos Animais Abandonados da Moita, mantendo mesmo um blogue para esse fim, em http://animais-abandonadosap.blogspot.com.

Como surgiu essa ideia?
O tema principal a abordar na disciplina de Área de Projecto era a solidariedade.
Deste modo, e uma vez que todos nós gostamos de animais, escolhemos o tema «Animais Abandonados». Tencionamos prestar-lhes auxílio de todas as formas que forem possíveis e também temos consciência de que há um elevado número de pessoas que abandonam os seus animais na rua, e alguns em lugares inapropriados, como nas estradas, acabando estes por vir a provocar danos materiais e humanos, como acidentes rodoviários.

Quem compõe o grupo?
O grupo é composto por quatro elementos, duas raparigas e dois rapazes, Cláudia Pereira, Fábio Mirra, Maria Sousa e Miguel Trindade. A disciplina de Área de Projecto é orientada pelo professor Américo Santos.

Porque escolheram a AAAMoita?
O motivo pelo qual optámos por trabalhar com a AAAAM incidiu especialmente no facto de ser a instituição mais próxima da nossa zona de residência, na qual é permitido fazer trabalho de voluntariado. Sabíamos também que a Associação tem necessidade de ajuda em termos dessas funções, e estávamos a par das dificuldades ali vividas, mas também da grande força da equipa que lá trabalha. Por tudo isto, quisemos também ajudar.

Como é que têm desenvolvido o Projecto?
Inicialmente o nosso trabalho baseou-se em visitas à Associação de modo a conhecermos as instalações e os seus voluntários. Posteriormente, focámo-nos em pesquisas e inquéritos realizados na nossa escola e fora dela, para analisar o interesse das pessoas não só pela vida animal no geral, como também por ter um animal de companhia.
Actualmente, em paralelo com as visitas à Associação, estamos também a desenvolver projectos como cartazes e fotografias que serão afixados em locais estratégicos, com o objectivo de sensibilizar a população e alertar para a importância pelo respeito e cuidados para com os animais.

Qual tem sido a receptividade das pessoas da vossa escola?
Após a realização dos inquéritos, podemos constatar que é um tema sensível a grande parte das pessoas. Quase todas disseram querer/gostar de poder ter um animal, mas só uma pequena percentagem dessas pessoas se mostraram interessadas na aquisição de um animal. Tendo em conta a idade dos inquiridos é talvez óbvio que a indisponibilidade na aquisição se prende maioritariamente pela decisão dos pais.

Quais são os vossos objectivos?
Como objectivos principais pretendemos dar um novo lar ao maior número de animais possível; sensibilizar as pessoas para este tema que praticamente é esquecido; angariar fundos e recolher ração para os animais que infelizmente continuem na Associação.

O que mais planeiam fazer para ajudar essa instituição?
Pretendemos fazer voluntariado, quer em campanhas de recolhas de alimentos, quer nas instalações. Queremos apadrinhar um animal e sensibilizar as pessoas para este problema global e também levá-las a fazer voluntariado em locais como esta Associação.

É a primeira vez que este tipo de projecto é desenvolvido na Escola Secundária Alfredo da Silva, ou essa escola já tem algum historial neste campo?
Este projecto tem vindo a ser desenvolvido por várias turmas ao longo dos anos, e é um assunto que causa algum impacto na sociedade escolar, por isso decidimos que era a nossa vez de sermos solidários com os animais.

Como acham que o vosso projecto pode mudar as mentalidades, quer na vossa escola, quer também na vossa comunidade?
Pensamos que, com muitos dos problemas que têm ocorrido com animais, podemos sensibilizar as pessoas e fazer com que elas abram os olhos para a realidade, porque não são só os humanos que existem no planeta, e os animais são mais racionais do que nós.
Pensamos poder elaborar mais alguns projectos, que possam dar ainda mais a conhecer à comunidade a forma como devem respeitar a vida animal.

Estão também a envolver as vossas famílias, ou só preparam o projecto na escola?
Por enquanto não estamos a envolver as famílias no projecto, mas no futuro podemos vir a envolve-las, tentando fazer com que façam voluntariado e até mesmo que adoptem um animal.

Em termos pessoais, quais de vocês têm animais, e quais?
A Cláudia tem três cães, o Miguel tem um cão e o Fábio tem um papagaio, um peixe e um periquito. A Maria não tem animais.

Algum foi recolhido numa instituição como a AAAMoita?
Não, nenhum dos cães foi adquirido na associação. Dois dos cães da Cláudia foram recolhidos da rua, e o outro foi oferecido em bebé. O cão do Miguel também foi oferecido.

Depois do fim do ano lectivo, vão continuar a apoiar a AAAMoita? E como?
Sim, pretendemos continuar a fazer trabalho voluntário sempre que for possível, apadrinhar um animal e fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para vermos os animais felizes.

“A escola não se pode alhear da comunidade”
Também o professor Américo Santos respondeu às questões colocadas pelo «Comércio» sobre o Projecto, e a forma como a escola ajudar os mais jovens à responsabilização com questões problemáticas como o crescente número de animais abandonados.

Como surgiu este projecto?
Surgiu da iniciativa dos alunos. É um projecto associado à área curricular não disciplinar denominada Área de Projecto (AP), na qual os alunos têm que propor um tema que deverão desenvolver ao longo do ano lectivo.

O que acha desta ideia?
Pretende-se que os projectos desenvolvidos em AP aproximem a escola à comunidade. Neste caso concreto há potencialidades de desenvolvimento de aproximação a uma associação com um trabalho meritório na comunidade.
A forma de abordar o tema contribui de forma positiva para a formação pessoal e social dos alunos para, no futuro, se comportarem como cidadãos interventivos de elevada consciência social.

A missão educativa de uma escola passa pela ligação entre os alunos e a comunidade. Na sua opinião, esse objectivo está a ser cumprido nessa escola? E em termos mais vastos?
A escola não se pode alhear da comunidade em que está inserida. Há a preocupação de ligação da escola à comunidade, a qual está contemplada no Projecto da escola. Além disso existem representantes da comunidade em diversos órgãos da escola.

De que forma é que este projecto pode vir a mudar alguma coisa na ESAS?
Tudo depende da dinâmica imprimida na escola pelos alunos que estão a desenvolver este projecto de forma a alertar e motivar os colegas para o voluntariado, neste caso específico dos animais abandonados.
A escola ao longo de vários anos que está motivada para esta problemática tendo vindo mesmo a acolher animais abandonados.

Rss
Treino de Cães ao Domicílio «» Casa do alto