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28/02/2011

Os cães sentem o sofrimento dos seres humanos?

Os cães sentem o sofrimento dos seres humanos, principalmente aqueles que reconhecem como sendo os seus donos?


Karine Silva e Liliana de Sousa, duas investigadoras do Departamento de Ciências do Comportamento do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, no Porto, consideram que sim, embora sublinhem que faltam estudos experimentais e uma discussão científica sobre o assunto.


As duas cientistas publicaram uma reflexão sobre o assunto na edição deste mês da revista da Royal Society. 
“A empatia é um mecanismo complexo, que começa pelo simples contágio emocional e vai até alguma reflexão sobre o estado emocional do outro e a uma ligação emocional ao outro”, explicou, ao JN, Karine Silva.


De acordo com alguns estudos, o estádio de empatia depende do tamanho do cérebro do indivíduo.


No ser humano, por exemplo, a partir dos nove meses, a criança tende já a confortar o outro de uma forma espontânea, ou seja, sem qualquer reflexão sobre o que o outro está a sentir.


“A preocupação simpática só começa a partir dos quatro anos”, explica Karine Silva. Experiências feitas com ratos mostraram que estes reagem à dor sentida por indivíduos da mesma espécie que estejam fechados numa gaiola, mas não à sentida por seres humanos.


Testes realizados com chimpanzés que cresceram em contacto com o Homem revelaram que estes consolam e ajudam os seus pares em sofrimento, mas também os seres humanos.


A questão que agora se coloca prende-se com outras espécies animais que convivem de perto com o Homem, como é o caso do cão.


As duas investigadoras consideram que “há fortes probabilidades de o cão utilizar as duas faculdades cognitivas para confortar o ser humano”.


As razões são várias: o facto de os cães domésticos descenderem do lobo, animais altamente sociáveis; alterações biológicas sofridas durante o processo de domesticação, que começou há cerca de 10 mil anos; e a diversidade de raças existentes.


Há estudos que indicam que, mesmo os cães não treinados, são sensíveis às emergências humanas e poderão reagir a estas de forma a ajudar quem está em sofrimento.


Contudo, não entendem a natureza dessa emergência, nem o que deve ser feito para conseguir ajudar.


Uma das hipóteses de explicação prende-se com o facto de o cão cheirar as feronomas produzidas por uma pessoa em sofrimento.

Rss
Treino de Cães ao Domicílio «» Casa do alto