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05/07/2009

Quero um animal de estimação!

(Fonte: Educare.pt)

Os animais de companhia completam um desejo humano básico ao oferecerem amor e afecto incondicional, e a sua dependência faz-nos sentir importantes por proporcionarem uma amizade intocável e sem julgamentos.
 
Está estimado em 1,9 milhões o número de cães e em 1,5 milhões o número de gatos existentes em Portugal. Quase metade dos lares portugueses têm um ou mais animais de estimação, o dobro da média europeia.

Os animais de companhia completam um desejo humano básico ao oferecerem amor e afecto incondicional, e a sua dependência faz-nos sentir necessários e importantes por proporcionarem uma amizade intocável e sem julgamentos. Além de tudo isto, e contrariamente ao que muitas pessoas julgam, ajudam-nos a viver mais felizes e saudáveis.

As crianças, de uma maneira geral, gostam de animais e por vezes são elas as primeiras a pedir para que um animal de estimação seja adoptado pela família. A resposta a este pedido tem de ser muito bem ponderada, tendo sempre em linha de conta o estilo de vida da família e o que cada elemento da família pensa e está disposto a fazer, pois um novo animal pode alterar a estrutura familiar e portanto terá que ser aceite por todos.

Adquirir um animal de estimação é, sem dúvida, um facto marcante na nossa vida e, como tudo, tem prós e contras. Mas estes últimos podem ser perfeitamente contornados.

1. Um animal de estimação é uma forma de promover a comunicação quer na criança quer no adulto, e entre adultos e crianças, facilitando a interacção social e sendo um tema de conversa seguro entre as pessoas.

2. Os animais são companheiros e ouvintes, com quem podemos desabafar problemas, medos e preocupações, sem recear qualquer tipo de censura. A verdade é que estes nossos amigos podem ser verdadeiros terapeutas silenciosos.

3. Os animais de companhia podem proporcionar tempos de qualidade e diversão, pois são companheiros incomparáveis e incansáveis de brincadeira. Este facto pode ser particularmente importante para levar as crianças para espaços ao ar livre e retirá-las de casa, da frente dos computadores e dos televisores, promovendo uma vida mais saudável, melhorando a sua saúde e prevenindo certas doenças como, por exemplo, a obesidade. Além disto, brincar é um processo essencial no crescimento social, intelectual e cívico das crianças.

4. O contacto com animais ajuda a relaxar e a diminuir os índices de ansiedade, estando provado que acarinhar um cão ou um gato é um acto inconsciente de meditação, que diminui o stress, ajudando a reduzir os valores de tensão arterial, melhorando os indicadores de stress a nível cardiovascular, comportamental e psicológico.

5. Segundo os estudos mais recentes, a exposição precoce (desde o nascimento ou durante o primeiro ano de vida) da criança a animais diminui a probabilidade de virem a sofrer de alergias. Inclusivamente, acredita-se que a exposição da mãe a animais de companhia durante a gravidez pode ser relacionada com maior resistência imunitária do bebé e menor probabilidade de este vir a sofrer de asma.

6. É certo que o animal de companhia será obviamente mais uma sobrecarga de trabalho para os pais (pois serão eles que mais frequentemente terão de cuidar do animal de companhia), mas é também uma forma de responsabilizar a criança por funções que deve realizar, ganhando senso de independência e disciplina que a ajudará a amadurecer e a tornar-se num adulto responsável. Fazê-la-á também compreender o quão valiosa é uma vida que depende de nós e o quão valiosos são os nossos amigos.

7. Os animais de companhia ajudam a criança a preparar-se para as situações da vida, como por exemplo o nascimento, a reprodução, a doença, a morte, os acidentes, aprender a partilhar o pai e a mãe com um irmão, lidar com assuntos médicos/de doença (com as visitas ao veterinário), etc.

Concluindo, quer seja junto de um adulto, de uma criança ou de um idoso, um animal de companhia promove um sentimento de preenchimento interior, de bem-estar geral e diminui os sentimentos de isolamento e solidão. Há inclusivamente estudos que indicam que as crianças que têm animais de companhia, nomeadamente cães, são em geral menos egocêntricas.

Dária Rezende (Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga),
Jorge Ribeiro (Veterinário, Clínica de Animais de Companhia do ICBAS - Universidade do Porto)

Rss
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