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20/05/2009

Pulverização de herbicida causa queimaduras em animal doméstico.

(Fonte: O Setubalense)

Uma alegada falta de aviso sobre a pulverização de um produto para matar as ervas daninhas, na rua Abel Salazar, nas traseiras do Hospital de S. Bernardo, causou graves queimaduras na pele de um cão de companhia de uma moradora. Sem conhecimento sobre a situação, a câmara revela apenas que “poderá ter havido falha”.

Vera Gomes

No passado dia 6 de Maio, um cão, de raça caniche, de uma moradora na rua Abel Salazar, artéria paralela à avenida Infante D. Henrique, por trás do Hospital de S. Bernardo, deitou-se, como sempre faz, encima das ervas, junto ao moinho. Os donos, despreocupados, deixaram-no andar à vontade.

Passado algum tempo, já em casa, a dona, Maria Fernanda Pacheco, reparou que o animal tinha a pele da barriga a ficar em carne viva. Só mais tarde soube, por alguém que tinha visto “uns senhores com uma mangueira e um tractor”, que a rua tinha estado a ser pulverizado com aquilo que a moradora crê ser “um veneno para matar ervas daninhas”. Indignada, a lesada diz que “não houve qualquer aviso. Nem papéis nas árvores, nem fitas, nem nada!”.

O canídeo, de sete anos de idade, foi transportado de imediato para uma clínica veterinária, onde foi submetido a uma cirurgia. Apesar de já terem passado cerca de duas semanas, o animal ainda apresenta graves lesões (ver foto) e, segundo Fernanda Pacheco, possivelmente terá que ser novamente operado. Ainda de acordo com a queixosa, o veterinário terá ficado surpreendido com os ferimentos, dado que, “esses produtos podem causar reacções alérgicas, mas não com tanta gravidade”, o que, para a moradora significa que “puseram um produto demasiado forte”.

Segundo a queixosa, houve ainda dois cães abandonados, frequentadores daquela área, que acabaram por falecer, o que, para Fernanda Pacheco, está relacionado com a pulverização de dia 6 de Maio. “Foi um trabalho de gente irresponsável”, afirmou, acrescentando que, “se fizessem como antigamente, e pegassem no sachinho para arrancar as ervas, não havia estes problemas e nem se contaminavam os solos”. “Quero apenas alertar para a gravidade desta situação e apurar responsabilidades porque, desta vez foram cães, mas podiam ter sido crianças…”, concluiu.

Contactada pelo «O Setubalense», fonte da câmara municipal indicou apenas que, “a regra é afixar, previamente, a informação”, no entanto, apesar de não ter conhecimento de tal situação, admite que “poderá ter havido falha”. A mesma fonte aconselhou a que a queixosa apresentasse uma reclamação na câmara, dirigida à divisão de salubridade e qualidade do ambiente.

Rss
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