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23/06/2008

Doenças caninas dessiminam pela Europa.

(Fonte: Farmacia.com.pt ) Aplicar repelentes continua a ser a melhor medida profilática para os cães contra a crescente ameaça global das doenças infecciosas transmitidas por parasitas. Esta foi a mensagem chave transmitida no III Congresso Internacional CVBD, sobre doenças dos cães transmitidas por vectores. Para além dos mosquitos e flebótomos está provado que as carraças são os transmissores mais perigosos. Mudanças climáticas assim como uma maior mobilidade das pessoas e dos companheiros de quatro patas, permitiram que os parasitas aumentassem a distribuição. Os membros do Fórum Mundial CVBD – constituído por 36 especialistas - reuniram-se para discutir informação científica actual e desenvolvimentos futuros e, concordaram que as guidelines actuais para o registo de ectoparasitas na área veterinária, não reflectem o conhecimento geral sobre as ameaças que representam os vectores artrópodes transmissores de doenças. Sendo uma patologia transmitida por vectores, e que afecta mais de 70 países do mundo, a leishmaniose canina foi o tópico predominante no congresso deste ano. De acordo com estudos seroprevalentes de Espanha, França, Itália e Portugal, cerca de 22,5 milhões de cães nestes países estão infectados. Contudo, muitos deles não apresentam sinais clínicos. “Isto torna a leishmaniose canina num desafio diagnóstico para o veterinário clínico, patologistas, agentes de saúde pública, nos países endémicos assim como nas regiões não endémicas, onde as infecções importadas são uma preocupação pois a doença passa despercebida e pode chegar aos humanos,” referiu Gary Baneth da Universidade Hebrew, Rehovot, Israel. Até bem pouco tempo a leishmaniose canina era considerada, uma doença de regiões mais quentes como a área Mediterrânica, mas nos últimos anos têm sido identificados casos na Alemanha e França demonstrando que a actividade sazonal dos parasitas está cada vez mais longa devido às alterações climáticas e disseminada devido à mobilidade das pessoas e dos animais. Num estudo recente realizado em França, registou-se um aumento da prevalência de leishmaniose canina de 1,3 a 9,6 casos, por milhar, no espaço de quatro anos. Para além desta doença, foram discutidas outras que também têm vindo a evoluir aceleradamente, como anaplasmose, borreliose, e encefalite Transmitida por carraças. “Foi fascinante ver como a medicina veterinária e humana, se movem para falar sobre doenças dos cães transmitidas por vectores. O papel do cão como reservatório de algumas patalogias humanas e como uma potencial sentinela de outras está longe de ser esclarecido, mas, é merecedor de estudo aprofundado. Relativamente a diagnósticos e epidemiologias, a pesquisa em ambos os campos pode gerar muitas sinergias,” afirma Dr. Norbert Mencke, Director dos Serviços Globais Veterinários da Bayer Healthcare Divisão Saúde Animal.
Rss
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