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30/04/2008

Cães pitbull enfrentam morte em Sintra ao fim de dois meses.

(Fonte: Alvor de Sintra ) Canil municipal sem capacidade para albergar animais capturados em isolamento recebe uma dúzia de cães de raça pitbull por semana. Alexandra Pereira, veterinária municipal, denuncia que “as pessoas desresponsabilizam-se e abandonam os animais para não lidarem com questões burocráticas”. Crias recolhidas com progenitora aguardam desmame e vida dentro das paredes do canil por falta de adopção. Animais adultos permanecem cerca de dois meses antes de seguirem para abate. Chegam com partes do corpo mutiladas, com marcas de dentadas nos músculos ou orelhas rasgadas. Trazem no pêlo as cicatrizes do destino para que foram treinados em bairros degradados do concelho de Sintra. São cerca de uma dúzia por semana os cães de raça pitbull que chegam ao Canil Municipal de Sintra, número que disparou nos últimos meses. Às crias que são capturadas com a progenitora, espera-as uma vida entre as paredes do canil, caso não sejam adoptadas. Os animais adultos,  permanecem cerca de dois meses antes de serem abatidos. “São muito dóceis com seres humanos, mas mostram-se agressivos na presença de outros animais”, explica a veterinária municipal, Alexandra Pereira. A maior parte dos animais são capturados em locais isolados, “por vezes no meio do mato”. Desde o anúncio pelo Governo de legislação que torna obrigatória a esterilização destes animais e as notícias de sobre ataques de pitbulls “as pessoas desresponsabilizam-se e abandonam os animais para não lidarem com questões burocráticas”, denuncia a veterinária. Os cães capturados em situação de abandono permanecem oito dias de quarentena, antes de serem colocados no banco de adopção. Mas se dos cerca de 30 cães que dão entrada no canil municipal, de várias raças, duas dezenas encontram um novo dono, aos pitbulls não cabe a mesma sorte. “A maior parte tem como destino, infelizmente, o abate. Não temos instalações que permitam manter estes animais em espaços individuais durante muito tempo”, explica Alexandra Pereira. Em Janeiro,  Governo anunciou para breve a proibição de sete raças de cães consideradas perigosas e de todos os animais que resultem do seu cruzamento com exemplares de outras raças. O Ministério da Agricultura solicitou ainda um estudo sobre as raças consideradas perigosas: Pitbull, Rottweiler, Cão-de-fila brasileiro, Dogue argentino, Staffordshire Terrier Americano, Staffordshire Bull Terrier e Toza Inu. O executivo tem em preparação um despacho que obrigará os donos dos cães considerados perigosos a procederem à sua esterilização no prazo de dois meses, sob pena de multa que pode ir de 500 a 45 mil euros. Cão de guarda treinado para lutar. A raça pitbull tem origens no apuramento de animais para o combate entre cães e touros muito apreciado na Inglaterra do século XVIII. Em Portugal, apelidada como o “todo-o-terreno” dos cães é associado à luta de cães, proibida por lei. Descrito por especialistas de cão de guarda e companhia devido à sua docilidade e lealdade para os donos, tem vindo a ser alvo de várias leis que condicionam a sua criação e venda.
Rss
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