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13/01/2009

"Divisão Canina da Madeira” é uma fraude.

(Fonte: Jornal da Madeira ) O presidente da direcção da Federação Internacional de Escolas de Cães Guia para Cegos alerta que “não ficaremos nunca calados perante situações de publicidade enganosa, falta de profissionalismo e de ética e acima de tudo de apropriação indevida do trabalho dos outros, por quem não tem habilitações para o desempenhar». Sublinha mesmo que “constituir-se enquanto cão guia, sem que para isso tenha preparação, é no mínimo um atentado moral... e passível de se tornar crime, nas várias acepções da palavra». O aparecimento de um anúncio e de um site na internet com o título “Divisão Canina da Madeira”, está a gerar alguma polémica entre o alegado proprietário e a Federação Internacional de Escolas de Cães Guia para Cegos (IGDF). A história conta-se por poucas palavras. Há algum tempo que vem sendo anunciado um local, conjuntamente com o seu respectivo promotor/treinador, de nome Martinho de Andrade, onde a pedido, o cão de qualquer pessoa (eventual cliente) pode frequentar um curso de “aprendizagem canina”. O autor do anúncio apresenta-se como sendo “diplomado” num curso frequentado na Amadora, onde obteve a classificação de 10 valores e refere que os “cursos serão reconhecidos pela máxima autoridade canina espanhola e válidos a nível europeu”. Os cursos, diz o anúncio, são variados e abrangentes, desde obediência a cão de resgate, passando ainda por cursos básicos de defesa pessoal, agility e de cão de Guia para Cegos. Neste último exemplo, afirma-se que “o animal é tão paciente que com o treino ficará apto para se responsabilizar pelo seu amo, respeitando os passeios pedestres, as passadeiras, semáforos, bermas, etc”. Alertado para esta situação, a Federação e o seu presidente trataram de saber a veracidade destes factos. “Não comentando a semântica e o léxico, cabe somente referir que esta frase é completamente descabida e reveladora de completo desconhecimento do que é um Cão Guia para Cegos, do seu processo formativo e de toda a estrutura que o envolve”, começa por referir João Fonseca”. “Até ao dia 23 de Novembro de 2008, esteve patente no site, o símbolo da Federação Internacional de Escolas de Cães Guia para Cegos (IGDF), afirmando o autor (Sr. Martinho de Andrade) que era seu Membro «afiliado». Colocada a questão directamente aos responsáveis federativos, estes informaram não conhecer tal pessoa e muito menos tratar-se de membro da IGDF. Após contacto da Federação com o Sr. Martinho de Andrade, de cujo conteúdo nos foi dado conhecimento, de imediato este retirou a publicidade enganosa que tinha sido fraudulentamente editada. Não querendo, por manifesta perda de tempo, pretender demonstrar a completa falta de preparação técnica e profissional do Sr. Martinho de Andrade para o desempenho de funções de Educador de Cães Guia (é assim que se designa um profissional com estas funções, que nunca e em parte alguma do mundo, se veste com tendências militaristas, que em tudo são antagonistas do treino destes animais), apenas nos move o intuito do aviso para que ninguém seja enganado e em particular, os Cegos Portugueses”, salienta o mesmo responsável, através de e-mail, que complementa ser esta a responsabilidade que se impõe pelo facto de a Federação ser a única Escola de Cães Guia para Cegos existente em Portugal (membro efectivo da IGDF). “Não podemos calar a nossa revolta, ao ver publicado um conjunto de informações que em nada correspondem à realidade de um trabalho sério, exaustivo, competente e profissional. Os nossos Educadores são profissionais com formação específica em curso com a duração de 3 anos promovido pela Federação Francesa de Escolas de Cães Guia para Cegos (FFAC), aprovado em termos técnicos e académicos pela IGDF. Estes três anos são realizados em território francês, pelo simples motivo de em Portugal não existir este tipo de Formação. Os Educadores após esta Formação, são acompanhados e avaliados periodicamente por inspectores, quer da entidade que lhes ministrou o curso quer da Federação Internacional, que para além disso promovem a actualização e valorização profissional dos mesmos. A própria Instituição é igualmente sujeita a avaliações periódicas, que abrangem todo o processo de formação de um Cão Guia”, pode ainda ler-se. O presidente da direcção alerta que “não ficaremos nunca calados perante situações de publicidade enganosa, falta de profissionalismo e de ética e acima de tudo de apropriação indevida do trabalho dos outros, por quem não tem habilitações para o desempenhar”. Refere ainda que “constituir-se enquanto cão guia, sem que para isso tenha preparação, é no mínimo um atentado moral... e passível de se tornar crime, nas várias accepções da palavra».  
Rss
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