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25/07/2008

Canil da Guarda consegue mais de 70 por cento de adopções.

(Fonte: Diário XXI ) Em 2007, a maioria dos 355 cães que deram entrada no canil municipal foram adoptados: 215 tiveram novos donos. A direcção acredita que 71 por cento de taxa de adopção é um dos melhores números no panorama nacional   Branquinho, Badoca, Manda-Vir, Coimbra, Sancha e as filhas Sanchinhas, Pipoca e sua ninhada. Todos os cães chegados ao canil da Guarda recebem um nome, se não o tiverem, independentemente do destino que possam levar. De comum, todos têm uma história que nunca pode ser considerada feliz, mas o panorama não é tão negro como se possa pensar. Em 2007 a maioria (71 por cento) dos 355 cães que deram entrada no canil municipal foram adoptados, ou seja, 215 tiveram novos donos. Este ano, 144 já conseguiram encontrar um novo dono. Em 2007, foram considerados eugénicos 76 animais e este ano já foram contabilizados 46. Tratam-se de cães que são vítimas de atropelamento, apresentados pelos detentores, ou animais recolhidos na rua em aparente sofrimento ou idade avançada. Quanto aos abatidos por fim do período de permanência legal, 64 tiveram esse fim em 2007 e oito já este ano. Também neste ano, apenas oito cães foram reclamados pelos donos. INTERNET FEZ A DIFERENÇA Para o director do canil da Guarda, os dados são claros: “A nível nacional temos, certamente, das maiores taxas de adopção”, garante José Manuel Nunes. O veterinário tem participado nalguns encontros sobre a temática, que o levam a ficar satisfeito, em termos comparativos. Grande parte do sucesso é atribuído ao empenho em encontrar novos donos para os animais. Foi a partir do momento em que Gabriela Lopes, engenheira zootécnica do canil, decidiu criar uma página na Internet que o aumento de adopções disparou. De imediato se criou uma rede de contactos e amigos “virtuais” que levaram mais longe os animais recolhidos na Guarda. Na página, estão milhares de fotografias de todos os animais que entram no canil, ao lado das suas histórias. Segundo o director da estrutura, além do concelho da Guarda, já foram adoptados animais que seguiram para os concelhos de Trancoso, Celorico da Beira, Lisboa, Cascais, Porto e outras cidades. “A Casota” dá mais um impulso Há alguns meses o ressurgimento da Associação de Protecção aos Animais da Guarda – a Casota, veio dar uma nova ajuda na adopção de animais. A associação ainda não tem um protocolo assinado com a Câmara da Guarda, mas tem colaborado de diversas formas. Leva alguns dos animais a participar em feiras e outros eventos, como foi a feira de S. João, onde quase todos os animais acabaram por ser adoptados. O próximo evento é a Beirartesanato, que começa esta semana. Além disso, membros da associação visitam regularmente o canil no sentido de conviver com os animais e dar algum apoio aos serviços. Entre os sonhos da associação estaria a construção de um espaço próprio que albergasse os animais que no canil não conseguem ser adoptados ou uma estalagem que os albergasse nas férias dos donos. A Casota pode ser visitada em http://acasota.hi5.com/. Animais felizes até ao último dia O dia-a-dia dos animais que chegam ao canil da Guarda não corresponde à ideia que se têm frequentemente de um canil municipal, de cães enjaulados ou esfomeados. Ali, todos mantêm alguma dignidade até que o seu destino seja decidido. As jaulas, todas com aproveitamento de luz natural, são limpas ainda de madrugada e é colocada água limpa e ração. Segue-se o período de passeio, na rua, onde os cães convivem ao ar livre com os funcionários da estrutura ou com visitantes. É também a hora ideal para os candidatos a donos escolherem o animal pelas suas características. Brinquedos não faltam e no caso de cachorros bebés, está até reservado um peluche que lhe fará companhia durante a noite. “Qualquer animal que aqui entre é tratado com dedicação, é mimado, é alimentado como merece”, garante Gabriela Lopes. O que diz a lei? A lei obriga a que, no mínimo, os animais permaneçam durante oito dias no canil, depois de recolhidos. Se não forem reclamados terão que ser abatidos ou encaminhados para adopção. Todos têm uma ficha com as razões de entrada, características físicas ou de personalidade. Os que se apresentam com saúde ao fim de oito dias são novamente vistos pelo médico veterinário municipal. Os limites legais acabam por ser várias vezes ultrapassados: “Já tivemos animais no canil três e quatro meses, porque promovemos a sua adopção e às vezes não se consegue encontrar essa pessoa. Acabamos por ficar com pena do animal, que até tem possibilidades, é jovem e com saúde”, justifica o director. O abandono de animais de companhia constitui uma contra ordenação punível com uma coima que varia entre os 500 euros e os 3.740 euros. Donos que atiram cães pela vedação A recolha dos animais pelas ruas é programada ao longo do ano, e um ou dois dias por semana os funcionários da Câmara passam pelas ruas em busca dos cães errantes. Por outro lado, o canil recebe alguns telefonemas das juntas de freguesia ou de particulares, sobre animais vadios. Depois, “há pessoas que simplesmente pedem para abater os animais, mas a Câmara não tem que prestar nem o transporte, nem o abate”, diz o veterinário. Este serviço deve ser entregue aos veterinários privados. “Quando se apresenta um animal à porta do canil tem sido estratégia até, à data, de o receber, mas já nos aconteceu prenderem-nos à porta com um fio ou atirá-los para dentro da vedação, que é alta, e à segunda-feira encontramos esse triste espectáculo”, lamenta. Seja como for, o veterinário refere que nos 21 anos de serviço na autarquia notou, junto da população, “uma grande evolução para melhor”. “As pessoas têm mais responsabilidade, mais consciência, tratam melhor os seus animais, gastam dinheiro com os tratamentos, dispõem do seu orçamento, e alguns com dificuldade. Isto há 20 anos não era possível”. Ficha técnica A capacidade da estrutura municipal é de 40 a 50 animais, dependendo do seu porte e características, mas a sua taxa de ocupação tem rondado metade da capacidade, com alguns picos de lotação máxima. O canil abre apenas nos dias úteis e não obstante algumas críticas públicas, José Manuel Nunes considera que “não é importante estar aberto ao fim-de-semana. O horário normal é mais do que suficiente, das 6h00 às 17h30, e se as pessoas realmente estiverem interessadas num animal conseguem ir ao canil ou mandar um familiar ou amigo”, refere. O canil presta ainda o serviço, em dias específicos, de vacinação anti-rábica de canídeos, obrigatória por lei. Actualmente está também a proceder à campanha de identificação electrónica de canídeos, através de microchip. O canil pode ser contactado através do telefone 271 225 357, ou através da Internet, pelo site http://canilguarda.hi5.com, ou ainda por correio electrónico, através de canilmunicipalguarda@gmail.com.  
Rss
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