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30/01/2010

O melhor cão para cada estilo de vida.

(Fonte: Sol)

A entrada de um cão numa casa implica sempre mudanças nas rotinas. «A família deve ter consciência de que vai assumir um projecto que poderá durar em média 13 anos», diz a veterinária Paula Miranda. E acrescenta que as queixas frequentes de que os animais são agressivos ou hiperactivos têm como causa comum «o vínculo disfuncional do cão à família».

Por outro lado, a conduta dos cães não é igual entre raças, nem sequer dentro da mesma raça, em que há animais a seguir um padrão de comportamento, mas outros a agirem em função do modo como são tratados pelos donos.

Por esta razão, importa escolher o cão que mais se adequa ao tipo de casa e à rotina de quem lá mora.

«Cada cão tem a sua personalidade e as suas necessidades, que devem ser entendidas e respeitadas» , afirma a treinadora Sara Vieira, antecipando os casos em que os animais são vistos como «uma peça de mobília» e acabam por se tornar «incómodos».

A disponibilidade de tempo para acompanhar as diferentes fases da vida do animal e alguma capacidade económica - «a alimentação e os cuidados de saúde são dispendiosos», avisa a veterinária Paula Miranda - são os factores que mais devem pesar no momento de tomar uma decisão.

Na fase de selecção, o cão não deve ser escolhido pelas preferências estéticas dos candidatos a donos. «A maior parte das pessoas prefere comprar um cachorro, querido e fofinho, quando um cão adulto implica menos cuidados e tem uma maior capacidade de adaptação», salienta Sara Vieira.

A necessidade de exercício físico deve ser tida em conta, até porque uma das idas à rua «deve ser mais prolongada para exercitar o animal, que precisa de sentir novos cheiros e habituar-se ao convívio com outros cães», aconselha a treinadora.

Mesmo para quem cuide do animal com rigor, pode vir a ter em casa um cão com o qual é difícil comunicar. O treino é, portanto, uma opção quando se pretende, por exemplo, que o cão fique sem ladrar em casa, após a saída do dono para o trabalho.

Para ajudar à escolha, o SOL propõe raças para diferentes estilos de vida, em casas com ou sem crianças.

Mas para quem tem pouco tempo, o melhor é parar de ler este texto. E arranjar um gato.

 

Casal com crianças
O boxer ou o pug são cães fiéis e dóceis, que reagem bem às brincadeiras de crianças

Os boxer precisam de bastante exercício físico e companhia. São excelentes guardas de crianças, mas também bons amigo de brincadeiras, em especial se os mais novos gostarem de correr e saltar. Os pug são uma óptima opção para apartamentos pequenos. Exigem menos exercício físico do que os boxer e dão-se igualmente bem com crianças. As duas raças são apenas dois exemplos de um animal apropriado para um casal novo com filhos.

Se a escolha for para outra raça, a treinadora Sara Vieira realça apenas que a maior parte dos cães gosta das brincadeiras das crianças, «desde que não incluam puxar as orelhas ou o rabo».

Orelhas e rabos pequenos devem ser, portanto, dois requisitos a ter em conta. «Em casa, por mais confiança que se tenha no cão, nunca se deve deixar a criança com ele sem supervisão. Pela salvaguarda dos dois», acrescenta.

 

Casal sem filhos
O buldogue inglês e o pastor alemão fazem muita companhia. A escolha entre os dois deve ser pensada em função do exercício físico

O pastor alemão é um animal obediente, leal e afectuoso, características que fazem dele um bom cão de guarda. Precisa de muito exercício, sendo ideal para um casal jovem e activo que goste de actividades ao ar livre.

Já o buldogue inglês precisa de menos espaço e menos exercício. Basta ser passeado algumas vezes por dia, ao seu ritmo («até agradece não passear muito», diz a treinadora Sara Vieira). Adequa-se a pessoas com um estilo de vida mais caseiro; é um cão sossegado e, como o seu pêlo é curto, não suja muito a casa.

Outra boa escolha para um casal sem filhos, ou para quase todos os estilos de vida, são os rafeiros - têm uma capacidade de adaptação superior à dos outros animais.

 

Família numerosa
Schnauzer gigante e grand danois são dois cães de grande porte e com bastante resistência física

Dócil e equilibrado são das principais características do grand danois, recomendado como um dos melhores cães de guarda. Bastante afável e brincalhão com as crianças, é causador de pequenos acidentes quando se esquece do seu tamanho e da sua força.

O schnauzer gigante é, acima de tudo, um cão de guarda, inteligente e dedicado aos donos.

No entanto, para uma família numerosa, mais importante do que a escolha da raça, é o facto de todos concordarem com a presença do animal e do que isso implica. «Os cães são extremamente sensíveis e sentem quando não são desejados, o que numa casa com muitas pessoas pode acontecer», alerta a treinadora Sara Vieira.

 

Reformados
O yorkshire-terrier tem um temperamento carinhoso e afável, o que o torna um excelente companheiro

Se o dono é reformado ou idoso deve escolher um cão pequeno, de forma a que os passeios ou os banhos não se tornem cansativos. Daí que o yorkshire-terrier tenha o tamanho ideal.

Afectuoso e bom companheiro, é também um bom cão de alerta, que dá sinal ao menor ruído - o que para muitos idosos, pelo medo de viverem sozinhos, pode ser uma mais-valia.

Outra opção para pessoas mais velhas e que gostam de cães maiores é a de contratarem serviços para os trabalhos mais pesados - os cuidados de higiene e de saúde (como as idas ao veterinário) ou os grandes passeios.

De acordo com a treinadora Sara Vieira, sorte a do cão que calhar numa casa assim: diz que os reformados são óptimos donos e até «quem melhor assegura as necessidades básicas de um cão».

Rss
Treino de Cães ao Domicílio «» Casa do alto